Belenzando outra vez ♥ / by Bruna Brandão

Ok, já entendi. Tô indo pra Belém mais uma vez. Minha véia também não consegue entender o que que eu tanto caço naquela sauna amazônica maravilhosa, acho que às vezes nem eu entendo também, eu só vou. Dizem por aí que a bisavó da minha avó era indígena, descendência que infelizmente ainda não consegui desvendar (finalmente vou ter assunto pra conversar com as tia-avó). No encontro multiétnico da Chapada dos Veadeiros convivi com os Kayapó e vi tanta semelhança do rosto deles com o do meu pai, às vezes com o rosto da minha avó também. Minha suspeita é que geneticamente sempre tive um pézinho lá no norte do brasil e isso acaba me puxando pra lá <3 

Como sempre, planejando o rolet da forma mais econômica: quanto menos dinheiro gasto com transporte e hospedagem, mais dinheiro temos pra cachaça de jambu! Avião pro norte é sempre uma facada, mas a facada foi menos profunda comprando pelo maxmilhas, primeira vez que usei e já tô indicando pra galera na fila do pão. E há um tempo já adotei o tilelê lifestyle e ando conseguindo fechar minhas hospedagens em hostel e pousadas propondo uma permuta por serviços fotográficos.

Datas flutuantes economicamente sustentáveis são o segredo de uma viajante feliz e desestressada. Dessa vez a rota vai ser bem suada: Belém -> Alter do Chão -> Manaus. Rio Amazonas de barco, deslocamentos de três dias dormindo em rede nos navios tropicais tocando brega, PF a oito conto, depois mais dois dias no barco de Alter pra Manaus, vão ver se isso vai dar certo. Quem sabe uma parada em Parintins pra esticar a perna.

Será que dá tempo desse rolezão lindo?

Será que dá tempo desse rolezão lindo?

Belém é daquele jeito, colar toda noite nas aparelhagens pra continuar minhas fotos do Terremoto Sonoro, almoçar naquela maravilha de mercado que é o veropa, sorvetinho manhãtardenoite da Cairu, ser ryca um dia e rolar de comer no Combu depois mergulhar no rio sem esperar duas horas, reggaezinho de palafita no domingo. Tudo isso bem acompanhada da camerinha malandra e da pizza de suor debaixo do braço. Dicas continuam sendo sempre bem vindas, por que já vi que aquela cidade é interminável!

Tá tendo exposição do Luiz Braga no Museu do Estado do Pará que tô contando os dias pra visitar. Luiz Braga é um dos meus fotógrafos favoritos, é um cara que sabe muito bem poetizar a cor dentro da imagem. Se ainda não conhece corre no google imagens ou vem pra Belém comigo! A sortuda aqui também vai pegar a época certinha do Se Rasgum, festival de música que já prevejo folia pura. Tem os indiezinho do Holger abrindo, aquele povo bonito da banda Aláfia, Tulipão, carimbó e até Wilson das Neves vai dar um chêgo. Devo colar também em um curso de jornalismo musical que tá dentro da programação. Isso vai ser bom pra reduzir a frequência dos beats do meu cérebro que geralmente fica acelerada por causa do intensivão de tecnobrega.

Luiz Braga, “Barqueiro azul em Manaus”, 1992

Luiz Braga, “Barqueiro azul em Manaus”, 1992

Mochilão já tá aqui explodindo, sempre com 3 potinho de doce de leite mineiro pra dar de presente pras 3 pessoas mais legais que eu conhecer durante a viagem. Vou me preparando aqui e deixo vocês com o tecnobrega tru gravado direto das aparelhagens pra entrar no clima.